sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Princeton University Campus

What's wrong with this picture?

Rui Costa (e o Benfica)













Para o Lourenço

Meh, uhm, Me-ned-vadah... whatever

The leaders of men,
Born out of your frustration.
The leaders of men,
Just a strange infatuation.
The leaders of men,
Made a promise for a new life.
No saviour for our sakes,
To twist the internees of hate,
Self induced manipulation,
To crush all thoughts of mass salvation.

Leaders of Men, Substance, Joy Division

Chip

Arquitectura & Poder 3,4, e 5

Pelo sim pelo não...

... já paguei as quotas do primeiro trimestre.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Dia 29

Porsches

Partilhamos todos nós, Arquitectos, quando pagamos cotas (ou quotas) um pouco da riqueza que produzimos com a "nossa" Ordem.
É uma partilha forçada, obrigatória, da qual depende o exercício da nossa profissão.
A Ordem fica assim mais rica meio milhão de contos (2.500.000,00 euros na moeda nova) por cada ano que passa.
É imenso dinheiro – são 20 Porsches – e é muito pouco o que, à troca, recebemos.
Duvido muito que algum de nós, Arquitecto, que vive da sua profissão, considere bem empregue este dinheiro.
No recente debate que houve no Porto coloquei apenas uma questão – seria assim tão grave para os Arquitectos o desaparecimento da sua Ordem?
Colocada esta questão a referendo interno, tenho poucas dúvidas sobre qual seria a resposta.
Esgotado o actual modelo de gestão da Ordem penso existirem só 2 saídas:
- tornar a ordem numa sociedade recreativa limitada à organização de festas, preferencialmente em horário pós-laboral (20 Porsches serão mais do que suficientes para isto);
- tornar a ordem numa organização dedicada apenas ao apoio à actividade profissional dos seus membros (não seriam precisos, com certeza, mais do que 10 Porsches).
Antes de pensar em percorrer o primeiro caminho (por mais tentador que possa ser) preferiria experimentar o segundo.
Não me parece difícil que o possamos fazer, pondo a Ordem a fazer apenas aquilo que cada um dos seus membros não consegue fazer sozinho.
Impugnar concursos públicos ou adjudicações directas ilegais é apenas um dos exemplos do que a Ordem pode (deve) fazer e nunca fez.
Há quem se esqueça que a Ordem se chama "dos Arquitectos" e não "da Arquitectura".
Sei que o Manuel Vicente, que tal como eu prefere beber água directamente pela garrafa dispensando o copo, não se esquecerá nunca disto.
O Manuel é um pouco como a teca: dispensa verniz - material que, como vimos no debate do Porto, estala com facilidade.
Prefiro a sua "elegância" à "beleza", que alguns dizem acreditar poder mover o mundo.

Pedro Abranches Vasconcelos

A Mais Abjecta Sabujice

Está criado um ambiente dentro da administração pública, e contra ela, que propicia o triunfo da mais abjecta sabujice, da bufaria e do amiguismo. O terreno é fértil para os intelectualmente desonestos e para os dissimulados se distinguirem, quer escolham, quer sejam escolhidos.

Este diploma sobre carreiras e vínculos da Função Pública (...) é a peça que faltava para a mais completa partidarização da administração do Estado . Sob a capa da modernidade, esconde-se nele um inequívoco “totalitarismo” partidário, numa nova concepção da Administração do Estado, que agora se pretende totalmente dependente dos partidos e não do Estado. O funcionário público passa a ser um agente do governo e não do Estado. A independência política da Administração Pública deixa definitivamente de existir e passa a ser substituída pela dependência partidária governamental.

Etiquetas:

Últimos Cartuxos...

... e últimas leituras.

Sobre o PEEC (processo eleitoral em curso)

Vota Vicente e Glass Dildos, Glass Cocks and Concrete Vagina...

Etiquetas:

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Onde param os arquitectos portugueses?

Agora que se repetem as eleições para a Direcção Nacional da Ordem dos Arquitectos, é porventura importante perguntar onde tem parado os arquitectos portugueses nos tempos mais recentes.
Quando há 10 minutos atrás se abateu o silêncio ensurdecedor sobre o facto do primeiro-ministro português assumir a autoria do que podem ser considerados crime estéticos e uma aberração cultural, pareceria lógico perguntar onde param os arquitectos portugueses.
Agora também urge perguntar onde eles param quando, numa espécie de projecção suicida das tendências vigentes entre a população portuguesa, é esperada uma participação de cerca de 15% nas eleições para a Ordem dos Arquitectos.
Falta de auto-estima da classe profissional? Falta de opções? Ou pura falta de interesse? Alguma coisa está certamente em falta.
Face a outras classes profissionais liberais que disputam árdua e publicamente aqueles que vão representar os seus destinos, os arquitectos portugueses espelham bem o estado corrente do país.
Não é de admirar que exista um absentismo absoluto. Com a explosão “democrática” dos cursos de arquitectura, os arquitectos deste país são hoje uma perfeita amostra demográfica do país que temos. E ainda bem.
Porém, o que é eventualmente mais grave é que, apesar da sua formação superior, os arquitectos podem, assim, estar a ecoar a cultura cívica – ou a crise social de que falava a Sedes – com que hoje contamos em Portugal.
Comecemos pela crise.
Não é de excluir a hipótese de que o absentismo eleitoral dos arquitectos se explica por razões bastante prosaicas.
A maior parte dos arquitectos, nomeadamente os mais jovens e desfavorecidos da classe não votam porque... não pagaram as quotas!
E porque é que não pagaram as quotas? Porque estão desempregados ou porque são tão mal remunerados que tem naturalmente que remediar outras necessidades mais básicas. Interessante, não é?
Isto sugere imediatamente que, se estão verdadeiramente interessados na participação eleitoral, os candidatos aos órgãos nacionais da Ordem dos Arquitectos deviam acordar um pacto de regime súbito: uma amnistia – ou, ecoando a extraordinária flexibilidade legislativa portuguesa, uma alteração estatutária temporária – para permitir que todos votassem nestas eleições.
Adiante. Subsistem ainda algumas outras possibilidades para justificar o absentismo geral dos arquitectos.
Também é verdade que muitos dos 16.000 arquitectos a que me refiro estão no estrangeiro. Face a uma tendência autofágica da classe arquitectónica portuguesa – que também lembra outra coisa qualquer – muitos dos arquitectos recentemente formados decidiram, pura e simplesmente, emigrar.
Isto é, o investimento e a permissividade do Estado na formação superior desta classe traduz-se, como já acontecia com cientistas e outras especializações de ponta, em exportação de cérebros ou de mão de obra competente, enquanto por aqui nos vamos lamuriando de desordenamento do território. Interessante, não é?
Esta é, aliás, uma resposta à questão que dá título a este artigo que combina perfeitamente com o equívoco ético e estético que recentemente envolveu o engenheiro civil José Sócrates.
De facto, para quê pagar o custo dos serviços, dos recursos humanos e da competência técnica nas quais o Estado investiu os impostos dos contribuintes, se ainda há por aí uns chico-espertos que dão conta do recado e da paisagem?
Os chico-espertos – que às vezes até são arquitectos pois, afinal, eles também “andem aí...” – saem mais barato, têm uns contactos na Câmara local que “facilitam a coisa” e até foram os primeiros a perceber que mais vale fazer o gosto ao dedo do cliente, que isto não está para modas.
Mas, perguntar-se-á então, a arquitectura não estava na moda?
Depois da celebração e da celebridade de Siza Vieira e de Eduardo Souto Moura, os arquitectos não deveriam andar por aí felizes da vida?
Não adquiriram prestígio social e profissional?
Não obtiveram reconhecimento no “estrangeiro”?
Não tiveram, nos últimos 15 anos, maior exposição mediática interna do que médicos, advogados e engenheiros?
Tendo eu realizado um doutoramento sobre a visibilidade da arquitectura em meios generalistas como o jornal O Público, posso assegurar que todas estas hipóteses são sustentadas e confirmadas por dados objectivos. À excepção, claro, da parte da felicidade.
Curiosamente, em Portugal, a celebridade, a projecção e o prestígio não fertilizaram o campo. Deve ser uma característica endógena. Ou o facto de, apesar das aparências, sermos um país estruturalmente pobre.
As circunstâncias mudam e as conjunturas também e, depois de uma prolongada ascensão demográfica e mediática, os arquitectos portugueses parecem, de novo, ter desaparecido para parte incerta.
Apesar das campanhas do “direito à arquitectura” – já agora, algum não arquitecto ouviu falar disto? – os portugueses ainda não parecem estar dispostos a pagar a mais-valia do serviço arquitectónico.
Isto também justifica a ausência dos arquitectos.
E donde vem o problema? Será que os portugueses não valorizam ou não podem valorizar a sua qualidade de vida ao nível de outros países europeus? Será que não podem, pura e simplesmente, pagar os serviços de um arquitecto preferindo assim entregar-se assim às competências dos chico-espertos? Será que têm de facto a sua própria cultura de gosto e preferem decidir por si? Ou será que a tabela de honorários dos arquitectos é desadequada à realidade do país? Ou serão as regras de mercado que estão a distorcer a oferta e a procura? Ou acontecerá, afinal, simplesmente, que os arquitectos deviam ser pagos por área a edificar e respectivo preço médio oficial de construção em vez de auferirem remunerações que flutuam com o preço final de obra – assim se acabando com muitos jogos de bastidores que prejudicam clientes e destinatários e assim se esvaziando também as distorções deontológicas que fazem com que seja um contrasenso económico para o arquitecto invistir tempo e recursos na redução de custos de obra do seu cliente?
Das mais gerais às mais prosaicas, estas, como muitas outras, são questões que justificam uma tomada de consciência e de posição dos arquitectos e dos seus legítimos representantes face à imagem que projectam de si próprios enquanto classe profissional.
Dado o contexto particular da nossa auto-proclamada “West Coast,” talvez os portugueses ainda não tenham percebido, de facto, qual o papel que a arquitectura pode desempenhar no seu dia-a-dia e na sua qualidade de vida colectiva.
Afinal, a maioria dos portugueses só sabem de longe da vã gloria dos centros culturais desenhados por arquitectos de “qualidade arquitectónica reconhecida” que, entretanto, tem as suas portas encerradas por faltas de verbas, programas e atractivos. E alguns mais iluminados só sabem que se tiverem dinheiro para investir em condomínios privados de luxo é bom que haja um “arquitecto de renome” envolvido.
Visto que assim já sabemos onde param os portugueses, onde param, entretanto, os arquitectos portugueses?
Onde param os candidatos a estas eleições da Ordem dos Arquitectos, esses que devíamos estar a ver e ouvir nos media de massa a exporem os seus programas, as suas opiniões públicas, as suas posições, as suas diferenças, as suas reflexões e proposições sobre o estado da prática da arquitectura em Portugal?
Onde param, neste preciso momento, as luminárias da arquitectura portuguesa, essas que prometeram mais intervenção crítica e social?
Onde param os críticos de arquitectura e os formadores de opinião, esses que, neste preciso momento, deviam estar a contrapor visões e perspectivas sobre o que precisa de mudar nos consensos excessivos em torno das vias únicas que actualmente caracterizam a arquitectura portuguesa?
E, para além dos emigrados, dos desenrascas e dos dignos representantes da geração rasca, onde param esses “ “jovens arquitectos” que constituem a maior parte dos arquitectos inscritos na Ordem e que agora se remetem, como é sua condição geracional mais vasta, a um silêncio comprometido com o status quo?
Por este andar, onde vão parar os arquitectos portugueses?

Pedro Gadanho, arquitecto

Arquitectura & Poder

I e II

Jesus of Cool


















odp, Eliana, recomenda
Jesus of Cool, o clássico de Nick Lowe
Um exercício em estilo... de um especialista em todos os estilos...
Entrada directa para o Top (reedições...) de 2008

Brutus:

A-percebi-te... (aguda), estão todos feitos... (uns com os outros)
A obra é realmente muito bonita e muito bem desenhada (reparem no "apropriado" da "quebra" e - à "chegada" daquela espécie de rotunda... - na maravilhosa "inflexão"...), mas qual de vocês (a não ser na "condição" ideal - tipo Unidade de Habitação de Marselha... - da "segurança" de uma "colónia" para grandes artistas...) queria viver ali!? (I wouldn't...)
Meus amigos... não vamos (português técnico...) a esquecer...
This is where it all started to go wrong...

Por outro lado... não deixa de ser uma concomitante e divertida curiosidade, que ao mesmo tempo que o casal Venturi se associa à campanha para salvar os "Robin Hood Garden" (as voltas que a história dá... à história...), o Brutalismo "mau" (que bosta!...) do Boston City Hall (1), justamente visado e "derrotado" (por - K.O. - komparação...) no LLV, também esteja "embrulhado" e enrodilhado num concurso "lifting", "peeling" ou "botox" (2) para uma nova... pele...
Duck por Duck ("pior a emenda que o soneto" - e sempre se poupavam uns trocos...), prefiro o original...
Pois não te parece ó Venturi?

(1) Boston’s City Hall, finished in 1968 by Kallmann, McKinnell and Knowles and one of my favorite buildings, is under threat because it doesn’t project the right image of what we want city hall to look like. We shouldn’t be allowed to revise history and ignore that there was a moment during which this is what our perception of city hall was. (3)

(2) lipstick on a pig

(3) Não quero ser mauzinho... mas partilhando as teses do LLV, o City Hall não "projecta a imagem certa" para o "city hall", nem hoje, nem em 1968... Com "autorização" ou sem autorização... para "rever" a história (e pior que "rever" a história só proibir a sua "revisão"...) não é por "mascarar" a arquitectura (por "mascarar" a história...) que o "problema" se resolve...
E no entanto... a cidade... move-se...

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Ao Rubro!

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

A Circunstância

A arquitectura é filha da... circunstância.
Os "Condensadores Sociais" da Revolução (de Outubro).
O SAAL do PREC (do PREC original...) da Revolução (de Abril).
A "humanização da arquitectura" (da máquina...) do Estado Providência e da Social Democracia (... nórdica). A arquitectura "hippie" dos rebeldes (sem causa...) e dos rebentos dos "baby-boom" da (chamada) "crise do moderno"... O Pós-Modernismo (dito) "tardo-capitalista" também do Ícone (+ ou -) Decon...
A arquitectura a-po(u)ca-e-líptica e "pós-humana"...
O Kunsthaus de Graz dos Spacelab (Peter Cook e Colin Fournier) ou os Mountain Dwellings em Copenhaga dos BIG (décima sexta coluna, quarta linha...) são, pelo contrário, a mais que tardia (e revivalista...) "consagração" de utopias alhei(r)as (mais que) "passadas"...
A arquitectura é filha da... e é outra coisa.
Ah, como eu estou desejoso de poder comparar a qualidade visual (já não falo do "resto"...) de uma (belas) fotos batidas naqueles "par-kings" com os renders hiper coloridos...

Etiquetas:

Valhelhas (We Will Always...)

Jornadas Parlamentares do PS no Distrito da Guarda.

Etiquetas:

Nova Gente

O ministro da agricultura (!) a fazer política (humor!?...) com o "branqueamento" (da dentadura) do PP.

Etiquetas:

Vitória Moral

Será? Olha que três (ou quatro) "andorinhas" não fazem a primavera...
E o silêncio (sempre tão... "eloquentes"...) da turma (Ivone Silva) do "simples vestido preto"?...

Etiquetas:

sábado, fevereiro 23, 2008

Gummer's Law

Sobre a Wilderness House o representante de Suffolk Coastal no Parlamento, John Gummer, escreveu: "O projecto que propuseram é em termos de condições e design, precisamente o tipo de casa de campo que tínhamos em mente para continuar a grande tradição britânica deste tipo de residência." Recorde-se que enquanto Secretário de Estado do Ambiente do executivo de John Major, Grummer, o principal impulsionador da legislação que proíbe a construção em certas zonas rurais, salvo se as residências tiverem mérito arquitectónico, viu aprovada a "Gummer's Law" - como ficou conhecida - em 1997.

Joana Pinheiro, Casa Wilderness, Arquitectura & Construção N.º 47

Coisa nunca vista... um ex-secretário de estado do ambiente (de um executivo passado)... a (não) falar no parlamento... sobre "arquitectura"... e uma lei de excepção... que desobriga e "desafecta"... - ao superior critério da superior qualidade e do (reconhecido por quem!?...) "mérito arquitectónico"... - o normal cumprimento da lei...
Olha, filha, toca aqui na campainha (a ver se eu deixo...)

Revival (por revival)

Mais uma posta (brinde) com link para o revival (MySpace) dos The Coral.
Who's Gonna Find Me (um dos grandes "singles" de toda a história da Popsicadélia britânica...) e Rebecca You são... "enormes"...

A-tensão...

... baixa, maré alta. Mais um fim-de-semana em alerta cor-de-rosa.
O colega faça o favor de (re) tirar o carro do estacionamento do
"par-king" subterrâneo no leito de cheia da Ribeira de Alcântara...

Etiquetas:

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Vota "C"

O Paciente

(todos) - UM MAL ESTAR GERAL

(título e verso roubados do PSICOPÁTRIA - dos GNR... - ao Rui Reininho)

Madura (cair de)

... as autarquias ainda não vão poder ter qualquer competência en matéria de gestão do pessoal docente. "Essa trânsferência não estava amadurecida", justificou a ministra... (Público)
Já a ministra...

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

o parecer (que mais vale)

67, 68, 69














Spirit, The Family That Plays Together, 1968














Lieb House, 1967
Loveladies, Long Beach Island, New Jersey
"Robert Venturi e John Rauch com Gerod Clark"
(Venturi Scott Brown & Associates, on houses and housing, Architectural Monographs N.º 21, Academy Editions / St. Martin's Press)

Uma obra "incontornável" na arquitectura residêncial da segunda metade do Século XX e nem uma fotozinha (até agora...) na "teia" (WWW) da ignorância...

PIN UP

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Private Condo











Merda grotesca! "Mistura" (Távora), perdão (adenda) "mixórdia" (assim é que é...), do ("estilo"...) "tipica-mente alentejano" (variante "barra azul") com a Glass House...
Volta Zé... que estás aperdoado...

E sim (que raio de ideia...), realmente... isso dos condos é lá para andar por aí a partilhar...

Chá, Café ou Laranjada?

Regressei do (Moral) Kiosque (também) com a "Casa & Negócios" ("Real Estate Offer in Portugal"...) "debaixo do braço". Fiquei a olhar - fotografia da capa... - para a arquitectura (da casa dita) "cor-de-laranja" e a pensar na falta de espaço entre o discurso (e neste caso também a prática) da arquitectura (mais ou menos) "erudita" & "alternativa" e a presença (a "a-parição"...) nos me(r)dias da "arquitectura negócio"... A "Casas & Negócios", uma espécie de híbri... (mau...) entre o suplemento imobiliário do Expresso e a arquitectura fashion a granel (sei lá... por exemplo...) da "Arquitectura e Construção", é um bom exemplo dos tempos que correm... "No meu tempo"... havia uma distância... um "tempo", entre a "alternativa" e o "mainstream", entre as (poucas) revistas de arquitectura (com alguns dos primeiros projectos do JLCG ou do EJV, por exemplo...) e a produção mais... "comentada" nos espaços de maior circulação... uma saudável distância entre o "Som da Frente" (dos urbanos depressivos...) e... os "outros"...
Enfim... isto agora é mesmo assim (pá!), "live on spot!"... The revolution - ou pelo menos as guerras... - will be... televisionadas... Habitua-te!
Voltando à casa cor-de-laranja... os arquitectos Nuno Grande e Pedro Gadanho bem se arreganham com um discurso ("curto-circuito") "radical", "provoca-dor" (dos grandes consensos...) e "jovem" (!), mas acabam cilindrados por textos como o de Susana Pinheiro... textos em delirium adjectivista de arquitectura "arrojada" "original" e de "soluções (mágicas?...) inovadoras"...
Para os autores, e em particular para o Pedro Gadanho (pode ser que volte a passar por aqui...):
A "reminiscência irónica (...) da casa gadget do filme Mon Oncle (...) de Jacques Tati" não resultava mais "eficaz" com os dois (um por cada casa de banho...) óculos?
O que é que a "reminiscência" tem de "irónico"? Não recairá a "ironia" - qual gadget "neo-moderno" para as novas (e modernas...) "Tias"... - sobre o vosso próprio ("deslizante") gadget cor-de-laranja?
Da mesma maneira, valeria (valerá?...) a pena perguntar, se não existirá um "deslizamento" (de "significado"...) entre a vossa crítica à "tendência compacta, de cariz minimalista" (muito batida... realmente...) e o interior em betão à vista (muito Ando... chó... andor...)...
(Um raio a-parte... "tendência compacta", "minimalista" q.b., só conheço o texto do Moneo... mas não deve ser isso...)
Mas tudo isto são ainda questões menores e de aproximação ("crítica") à obra "fetiche" das "novas gerações"...
A casa "cor-de-laranja" pretende-se alheia a qualquer olhar "periférico", "exótico", "regionalista" e "paternalista" sobre a arquitectura ("demasiado"...) portuguesa. (O diabo é o "regionalista"...)
Mas não será, pelo contrário, o "alinhamento", de uma maneira "tão" evidente com a "tendência ex-plodida" (chega de asneiras!...) de algumas das mais brilhantes estrelas no firmamento do novo céu (redundantemente) holandês, o melhor exemplo de uma "nova" cultura arquitectónica portuguesa em défice de maturidade e (injustificado, porque incomparável...) complexo de inferioridade?...
Isto vai longo... (mas não vai longe...)

A Ouvir














e por favor não perguntem se é "a ouvir" como em... ou "a ouvir" como em...

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Temas e Formas




Multados

O ex-Presidente da Somague, o comprometido (com os espanhóis...) homem do "Compromisso Portugal"; o ex-secretário geral adjunto do PSD, José Luís Vieira de Castro; e o próprio PSD, foram multados por financiamento ilícito.

Mau... mas isto agora são só boas notícias!?... Se a justiça começa a funcionar é a própria Identidade Nacional (do Far - "West Coast"...) que... periga...
Juízinho...

Chumbados

Não foi o António de Lisboa que ameaçou com a demissão caso a oposição chumbasse o pedido de empréstimo?...
Pois bem... está chumbado...
Viva o Tribunal de Contas!

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

A Cheia Não Inundou Paris *

É "oficial": O ordenamento do território já não representa um sério problema em Portugal.
Já o ministro...

* Mitologias, Roland Barthes

Catenária

O quê?
O Guggenheim de Braço de Prata?
O Mendelsohn da Gaia Digital?
O Victor Vasarely da Linha do Norte?
E no final de mais um dia (de trabalho...) os engravatados da CP, perdão, da Refer, têm que abandonar o laboratório da Nasa e regressar à cidade?...

Base

L.A.

domesticated

domingo, fevereiro 17, 2008

Endogamia Plus!

O "texto crítico" ao Proj. para Gaeiras do Arq. Jorge Sousa Santos (finalmente!...) publicado no N.º 90 da revista Arquitectura e Vida é assinado por Eliana... Sousa Santos.
Vai um extracto: Estes movimentos de hoje reflectem ainda movimentos de outros tempos. Guerras. Procissões. Vindimas. Rebanhos. Matilhas de cães. Aconteceram muitas coisas até sermos como somos. Pois aconteceram... Eliana...
Quanto ao projecto não digo mais nada... estou farto de perder tempo com estas chachadas pós-Kualhas. Limito-me a chamar a vossa atenção para a "elegância" (de desenho) com que o volume (em "suspensão" - evidentemente...) do Centro Cultural e Biblioteca, "sa-monta" e "trinca" o passeio no lado do estacionamento...

Extra Time (horas extra-ordinárias)


















Mais um projecto feito (que falta de método...) de um dia para o outro. São duas moradias geminadas de tipologia T3 com dois pisos. O local é um terreno "devoluto" num "centro tradicional", junto a uma pequena igreja (também "devoluta"...) sem grande história... O plano-fachada alinha com as construções existentes. As entradas "recuam" para maior protecção e conforto. Um "biombo" (fixo) delimita o átrio e impede a "devassa" (imediata...) dos "segredos" da casa. A(s) sala(s) organizam-se à volta de "alcovas" (estou particularmente orgulhoso desta "organização"...). Um espelho (à Loos...) na parede sobre a mesa de todas as refeições, alinha com as escadas (do "nu descendente"...) e "duplica" o espaço... e a luz... Para sul, para as traseiras e para o pequeno e estreito logradouro, fica a (relativamente...) espaçosa cozinha. Um alpendre para as mais diversas funções (que não se desejam "classificar" ou, por estereotipo", "tipificar"...) medeia, matiza e côa (...) a "excessiva" intensidade da luz alentejana. Uma escada "Venturiana" (não digo qual...) lança o primeiro piso. Um "móvel", fixo, em alvenaria (e madeira...), à "alentejana" (e à finlandesa...) constrói a guarda da escada.
Dois quartos iguais com janelas iguais (embora não bem no mesmo sítio...) estruturam a fachada "pobre" (e "chã"...) da nova construção e a fachada urbana que vai servir de fundo ou de "cenário" para a tal igreja... Um quarto "duplo", de casal, sobrepõe-se à cozinha. O roupeiro alinha com a janela na parede oposta e delimita a área da cama. A cómoda (dos cómodos), de frente para a porta de entrada no quarto, aninha-se entre a janela e a porta para a varanda (mas já lá vamos...). O "quarto-de-banho" com uns "generosos" e "familiares" (educação para a higiene...) 6.0 M2 ocupa, no "miolo", a sua natural posição... Uma "principesca" (é um luxo...) varanda por sobre o alpendre, permite a iluminação e a ventilação natural do quarto de banho. Ao contrário do alçado (quase) "neutro" e "chão" (mas veremos...) do alçado principal, o alçado posterior orientado para o logradouro a sul, aposta no "claro-escuro" e no ("contido"...) "jogo dos volumes"... Recorda-me alguma daquela arquitectura italiana dos 50's baptizada de "neo-realista"... Ainda para mais com os telhados em telha de barro (desfasados?...) com duas águas, e mai-los respectivos beirados, pois então, que as coisas não se fazem pela metade...
Ninguém ma(s) encomendou ou "ordenou" (estou a superar os meus objectivos...) mas eu gosto de meter a cabeça (no cepo...), e agora vão ter que levar com... a proposta.
E estou tão orgulhoso (tão "inchado") com esta coisa ordinária de nada, que ainda rebento!

sábado, fevereiro 16, 2008

A Qualidade da "Civilidade"

Esta(rá) quase pronta, e a julgar pela insuficiente fotografia, não está(rá) mesmo nada mal...
Acho-a civilizada, com aquela qualidade (infelizmente muito rara...) da "civilidade"...
O resto (o "fundo") são fundamentalismos patrimonialistas e outros luxos de (cidades) pobres.
Casa Garrett é o Teatro D. Maria II...

O Douro

O Bolhão













Ainda (ou outra vez) o Bolhão.
No P2 (cá está) do Público de... ontem.
"Depõe" o historiador Hélder Pacheco:
(O Bolhão) está ultrapassado e precisa de ser renovado e modernizado. E isso significa que não se salva com fundamentalismos de quer mantê-lo com tradicionalismos do século XX. O bom Deus me livre dos fundamentalismos (alheios) e de querer "preservar" (logo eu que sou todo p'ra frentex! - in-dig-nação!), de querer preservar (já mais calmo...), os tradicionalismos... mesmo os tradicionalismos "liberais" (ler notícia...) e em "betão armado", do século passado...
Desculpem a interrupção... continua lá ó Pacheco. Acho que deve ser coberto para não chover lá dentro, não haver frio, não haver demasiado calor.
Resta perguntar (é só para saber...) qual é a "modernização", ou a "modernidade", que queremos para "a" cidade... Se é a modernidade dos moderníssimos shop-pings (pongs!) artificialmente climatizados como os dos (outros) povos do norte... ou os das "tribos" (ganda trip!...) do Dubai...
Mais cáustico, mais "cri(p)tico-céptico", o geógrafo Ávaro Domingos... a comparar o proj. com uma espécie de Las Vegas (Chamem o Venturi, oh, oh, oh...), com um "spa" na Sé ou com uma operação (botox?...) de tuning arquitectónico...
Uma vendedora não identificada resume:
Que me diz da nossa vida, menina? Vamos com o caralho, para falar português correcto, não é?

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Posta Aberta ao GAD

Fazes muita muita falta a esta "cena" (triste) dos blogues (mais ou menos) de arquitectura.
Aos blogues que vão dizendo umas verdades, aos blogues que pensam fora da "caixa" (e que mijam fora do penico...)

Inté aos vindos de Março...

The Suspension of Disbelief







Só para recordar que o Maaik continua genial...

Etiquetas:

Bag Dad (Bad Dag e A Desconstrução da Ética)

Já postei aqui, o que penso disto.
O Libeskind diz que não trabalha para regimes totalitários. Pois cá para mim são tudo invejas do pénis desconstruído (ou invejas desconstruídas do pénis?... - ai o meu Derrida...). 1) Ninguém o convidou para projectar para os Jogos Olímpicos na China; 2) ganhar concurso, com a concorrência das novas gerações - o "cubo" e assim... - não está fácil, e 3) agora está a querer "lucrar" a coragem de uma posição... ética, a coragem de uma posição ética... à pala do tema da moda na corte do príncipe arquitecto...
Não trabalha para regimes totalitários, mas trabalha para o HIPER democrático regime "amaricano" (tenho que por aspas nisto, senão ainda tenho os anónimos aqui à "perna"...), o regime "amaricano" do Bush Júnior... o regime da guerra do Iraque...
Ora... vai ser ético para Bagdad, Vai!...

Adenda: Para os (sortudos...) não arquitectos... Libeskind é o arquitecto que vai fica na (minha) história (do ridículo) como o gajo que projectou umas torres todas tortas (ditas desconstruti-vistas...) a desmoronarem-se e/ou a "cair", para o local da reconstrução do "ground zero".

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

The Diver *


















Foto

Standing high above us all. At the edge of the diving board. Smiling and waving. Before letting himself fall. The faintest splash as the water engulfed him.

It was beautiful to watch. So beautiful to watch.

He was probably the world's best diver. Probably the world's best diver. He was problably the world's best diver. Probably.

Touching the bottom. He pushed away with both legs. And cut through the surface like a fish. The faintest splash as the water released him.

It was beautiful to watch. So beautiful to watch.

He was probably the world's best driver. Probably the world's best diver. He was probably the world's best diver. Probably the world's best driver.

But he could not swim.

It was beautiful to watch. So beautiful to watch.

* Smiling & Waving, Anja Garbarek

As "Casas Binóculo"

Não sei se já repararam na praga de "Casas Binóculo" que atacou a arquitectura portuguesa?... A praga ou a moda das casas "caixas-de-fósforos" (pós Souto) com vistas privilegiadas (para paisagens privilegiadas...), "encaixilhadas" e (fetichizadas...) pelos (não menos fetichistas...) caixilhos deslizantes (nacionais ou - de preferência... - importados...) com assinatura... Podia puxar pela memória e linkar umas quantas, mas limito-me a "recuperar" os exemplos "maiores" da Casa no Romeirão dos ARX, da Casa no Gerês... e a recordar a "demolida" do Falcão de Campos...
As "Casas Binóculo" caracterizam-se por uma implantação perpendicular à inclinação "natural" do terreno de modo a obter um efeito de "elevação" ou de "levitação" à maneira (da arquitectura) "moderna"... ou um efeito de "alcandoramento" (vide "montes"...) à maneira "antiga" (pré-moderna...) da arquitectura com os pés bem assentes no chão...
Ao contrário dos "balanços" e das "suspensões" da Fallingwater, que pretendiam "integrar" a natureza na arquitectura (e vice-versa...) e - nas palavras do baixinho - "not just look at it", as "Casas Binóculo" portuguesas, não almejam a mais que à exibição do poder (também de "compra"...) dos seus proprietários e ao domínio ("patriarcal e falocêntrico"...) sobre a "vista" (e não sobre a "coisa"...), dir-se-ia, se a própria ideia da comparação não fosse absurda, à semelhança da Villa Rotunda...
A este despropósito (freudiano), não deixa de ser uma curiosa coincidência, que o "dono" da Casa do Gerês, seja um "gerente bancário"... aposentado...
Mas adiante...
O grande Paulo Mendes da Rocha em entrevista recente publicada no suplemento Imobiliário do Expresso, chamava a atenção para o absurdo de vender "bocados de paisagem (privilegiados...) como quem vende (ou compra... e come...) faisão"... mas isso é só porque o bem intencionado paulista não conhece as nossas "Casas Binóculo"... nem (muito mais grave...) as privilegiadas paisagens húmidas da nossa abençoada arquitectura PIN...

Concordo Sim

É o cumulus... da parvoíce!

Concordo Não (South American Way)

Concordo não. Esplanada na cobertura é coisa de turista (para não dizer que é coisa de comédia romântica filmada em NY...). Você tem vista a toda a hora... para quê uma vista (das "alturas"...), sobre elevada ("de cima não se vê melhor"...) sobre a paisagem?... Mais logo tá pedindo (tá reclamando) por fachadas-cortina (em vidro) como nas banais "villas" neo-modernas do Meyer...
O gesso cartonado "para esconder instalações" é um mal menor, e por assim dizer, algo "inevitável". "Instalações" à vista, a ganhar lixo, em nome de uma qualquer "pureza" da construção, não são a minha "chavena-de-chã"...
E chamar (xingar) Siza de "minimalista" (e logo na maximalista obra que é a Fundação Iberé de PA) é passar ao lado do "fundamental"...
Parafraseando Robert Venturi: O Siza não é nem alguma vez foi... minimalista!

"Não Morreu Ninguém, Foi um Homem do Campo"

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

O Animal Feroz

Sócrates não chegou a morder o lábio.

French Omelet

I like the unlabored thing, that looks as inevitable as something that comes out of a frying pan just right, like an omelet in France, for instance.

William Wurster, citado por Richard C. Peters e Caitlin King Lempers, no ensaio An Architectural, Life, publicado em "an everyday modernism, the houses of William Wurster"

Architecture critic, Allan Temko recalls a mid-1950 lecture at the University of California at Berkley in which Wright opened his speech - after having been introduced by Wurster, who was by then dean of the School of Architecture - with the incendiary statement: "Three words describe what is wrong with Bay Area architecture: William Wilson Wurster." Wurster fumed in silence.

Daniel Gregory, The Nature of Restraint: Wurster and His Circle, Idem

Um "senhor" este WWW...

Ah, e quem também assinou umas coisas muito pouco elaboradas, mas mais a dar ares (e sabores) de papas de serrabulho à moda de valhelhas... quem foi, quem foi?...

Lake Tahoe














Foto

PCS, compara com a "House in Maine"...

Educação

Isto só não é o fim (da picada) porque o espectáculo já terminou (e o último a sair que apague a luz...).
Os filhos dos ricos vão para o colégio privado (eles pagam para ter... "resultados"...) e estão safos. Os filhos da cada vez menos remediada "classe média" é que se lixam!
Luta de classes? Precisamente! Ou não fosse o implícito mas descarado objectivo da "reforma", separar a "base" do "topo" (da pirâmide...) e impedir qualquer forma de mobilidade social que possa (ainda assim...) ameaçar a mui divina "ordem natural" das coisas...

Grande Chonas

Esse homem, "he look you in the eyes", e mente com quantos dentes tem na boca.

Se não foi bem assim também não foi muito diferente...
Não sei porquê lembrei-me deste mister...

... não estão?

Estão a decorrer eleições para a Ordem dos Arquitectos...

Posições Críticas

Permita-me discordar do estimável arquitecto Soutinho.
Não só a arquitectura em questão não é medíocre (não porque não seja "efectivamente" medíocre, mas porque não é arquitectura...), como não está abaixo (ou acima, ou noutra "posição" qualquer...) de qualquer crítica.
Diria mesmo o contrário. Poucas "obras" serão tão merecedoras de "reparos" críticos quanto esta "arquitectura"...

Perguntar ofende!

Estive a ver as notícias do debate da AR na SIC (o único "telejornal" do "prime-time" que ainda consigo "espreitar" de vez em quando).
Sobre o "caso" da (infame!) pergunta do Santana, quero dizer que Sócrates está - uma vez mais... - absoluta e redundantemente certo.
A pergunta de Santana diz tudo sobre "um certo estilo (cito de memória) de fazer política".
O "estilo" de "fazer arquitectura" do destacado funcionário público da CM da Covilhã (e a comparação com o "caso" - salvo seja... - do "colo"...) também diz tudo sobre o "estilo" da política do actual PM.

Um Pingo de Vergonha

Sócrates repete indignado que nunca assinou projectos alheios (Diário Digital)

Claro que não, pá! (É uma cabala - diz que é uma cabala... - pá!)
Os donos das casas que nunca te viram (a não ser da televisão...) mais "elegante" (o.k., mais gordo), que encomendaram e que pagaram os projectos ao(s) outro(s) da CM (ó da) Guarda é que são TODOS uns grandessíssimos aldrabões e mentirosos sem um pingo de vergonha naquelas fuças (TODOS perigosos e subversivos "elementos" da cabala manipulada por "esse" jornalista, do "tal" jornal...)
A-processa os gajos TODOS, pá! (isso é que era porreiro...)
A lata... How there they!? (inglês técnico).

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Gostei de ouvir...

... o pastiche competentíssimo dos The Heavy.

A Piece of Advice

(...) be sure to recognise what turns you on naturally, and resist liking what you're supposed to like.

Robert Venturi

(eu sei - eu sei mas desta vez não a "achei"... - que o RV tem uma passagem quase igual no C&C ou no LLV... a quem a encontrar...)

Hamburgers

Do for housing what Claes Oldenberg did for hamburgers.

Denise Scott Brown

Dub House (Dear Prudence...)












Capa e título.
Chegou aqui à atrasado... mas (desta vez...) não resultou...
O anterior, o primeiro, é que é mesmo bão...

Rectificação: Mudei de ideias. Voltei a ouvir, com mais tempo (com menos pressa) e no volume adequado... Bom disco!

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Fun House












If you bought this record you're no longer them, you're it, like in tag. Give it to your little brother and run freely.

Jack White (sim esse...)

Não volto a avisar...

Inbicta?













Não dizes tu, digo eu:
Armada ao pingarelho holandês de quinta categoria, faz espécie de "estética franchising", em versão revista e "enlarged" (como nos pénis - só pode...) da "onda" do "plateau" da Casa da Música...
Em pleno centro histórico... Património da humanidade!?...
Eu "nem m'acredito" (...) que vão construir esta m****!!!

A(ssa)ssinaturas (de Carácter)

E isto (via Corta-fitas) não é "assassinato de carácter"?
Os assassinatos de carácter são todos iguais mas uns
(assassinatos sem carácter...) são mais iguais que os outros?
Gordos!

Shell Shock # 2


Shell Shock # 1











Via Plataforma...

Arre (Burro)

domingo, fevereiro 10, 2008

TBYML


sábado, fevereiro 09, 2008

Isto é capaz de não ser uma boa ideia...

Eleven.

Cliché # 11 (Eleven)

Há uma coisa (...) que eu (mexilhão...) não... capisco. Se o caderno de encargos para a construção do (agora) "Eleven", previa ("giro" - e "original"... - esta coisa da qualidade arquitectónica à cabeça de um concurso...), previa, dizia eu, "o compromisso de construir um edifício de qualidade arquitectónica" (Júdice, dixit...), então como é que acabaram por construir..."aquilo"?

Vale a pena ler:

O que dá primeiro nas vistas é a própria arquitectura do restaurante, que os seus proprietários definem bem como "modernista e minimalista nas formas e elementos decorativos exteriores". O arquitecto João Correia, um dos onze sócios (daí o nome) e responsável pelo desenho, dividiu o edifício em dois módulos: um revestido em madeira, e outro ("mais brutalista", nas suas palavras) deixado em betão. O interior é todo atirado para fora, através de um enorme janelão envidraçado, debruçado sobre a Lisboa pombalina, com uma esplanada superior - que poderá proporcionar entardeceres exaltantes nas épocas apropriadas.

Etiquetas: , ,

Cliché

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

O Bidé da Micé

O artigo de Alexandra Lucas Coelho no P2 do Público de hoje (a arquitectura no Público - quando não "sobe" à capa... - "acaba" no P2...), "eleva" a reportagem de arquitectura a um novo patamar (nunca visto...). Parece que as estou a ver às duas (à Graça Correia Ragazzi e à Ana Vaz Milheiro...), sentadas na tampa da sanita e na borda da banheira "fatal" ("foi um coup de foudre"...) a "bater-um-papo" sobre a obra do Athouguia... e do Souto...

Post...

1) Alguém sabe (que desconfortável...) do que é que a AVM está a falar quando escreve sobre o "desconforto que a abstração moderna exigia às suas casas"!?...
2) Alguém "explica" aqui ao chinês, como é que uma "forma em balanço" (acho "pobre"... mas não fui eu que "puxei" o assunto...) não "conta" para o "cálculo" da "percentagem legal de área que a casa podia impermeabilizar"?...

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

O Princípio da Transparência

O trabalho desenvolvido apoiou-se num princípio de transparência entre o existente e o novo, entre o passado e o presente, com a marcação inequívoca dos dois tempos de intervenção.

Remodelação do Laboratório Chimico, Coimbra
João Mendes Ribeiro, Carlos Antunes e Désirée Pedro
JA 229

Eu teria preferido (eu prefiro) "o principio da incerteza"...
Quem estiver farto de cartas do património (tipo "beneza" e mais não sei o quê...) com regras e "ditados" para isto e para aquilo... e com tudo muito esmiu-fradinho (e "arrumadinho"...) e "inequívoco" e "distinto" - sim "dis-tinto"... - e com cada macaco (sem ofensa para ninguém...) no seu galho, que levante a mão...
Antes o Souto de Moura da Pousada de Terras de Bouro... a projectar e a construir obra nova com pedra velha... que estas banalidades...

Adenda:

E por falar em "princípios" e em "transparências"... Quem também fez uma "marcação inequívoca (...) entre o passado e o presente" foi o Eng. José Sócrates no genial (e fotogénico!...) Projecto de Arquitectura para a "Habitação sobre a Palheira" na Aldeia de Rapoula.

A Modernidade Genuína (e a circunstância revisionista)

Acabei por ler o artigo da arquitecta Graça Correia Ragazzi sobre a "Permanência do Moderno" (também) na obra do arquitecto Rui Athouguia. Despido da "canga" filosófica (J. Habermas, J. F. Lyotard, etc.) com que os arquitectos gostam de dar uma... (de "intelectuais"...) até marcha menos mal...
O argumento, a "tese", resume-se em duas (ou três) pernadas:
1) Rui Athouguia é o Moisés da "arquitectura moderna" em Portugal. 2) Souto de Moura é o herdeiro e o (iluminado) discípulo que transporta a "lamparina" da "modernidade genuína" pelo novo milénio a-dentro... 3) F. Távora e Siza Vieira são os vilões da nossa (da dela...) história, os traidores da "circunstância revisionista", dita "contextualista" e (pré) pós-moderna, que "desentenderam" os "atributos essenciais e genuínos da modernidade".
E aqui é que eu me atrevo (humildemente...) a bater a posta ao ponto... Existirá na história plural e por assim dizer "multi-conflituosa", na história da progressiva afirmação e triunfo da "arquitectura moderna", alguma coisa como aquela a que autora chama os "atributos essenciais e genuínos da modernidade"?
Será (para voltar à origem do primeiro grande "cisma"...) o Mies van der Rohe mais "essencial" ou mais "genuíno" que o colega (de gabinete...) Hugo Haring?... O Athouguia mais "essencial" ou mais "genuíno" que o Távora?...
Menos facciosismo "neoplástico" - ou menos (leituras de) filósofos e mais (leituras de) arquitectos... - e talvez a autora não pintasse os "heróis e os vilões" da moderna arquitectura portuguesa da (ainda) "heróica geração" nascida nos anos 20 do século passado... com tão grosseiras e esquemáticas (que pincel...) pinceladas...
Terminar o artigo a recordar a velhinha batalha do "projecto" (também) da "arquitectura moderna" contra o "academismo classicista", é um golpe baixo... Primeiro porque (ó primo) todas as "correntes do moderno" combateram o "academismo classicista". Segundo - ó prima... Quer(em) mais "classicista" que o Mies do "período clássico"?...

Consequências?

Num momento em que Portugal se procura relançar como West Coast, o último pequeno escândalo que envolve o nosso PM é apenas patético. Para além da eventual ilegalidade dos actos praticados, o que aqui se joga é a imagem de uma cultura nacional. Trata-se dessa cultura bacoca e mal-formada que tarda ainda a revogar um Decreto-Lei, o famigerado 73/73, que simplesmente devolverá a competência de projecto àqueles com quem sempre deveria ter estado. Trata-se da cultura que durante algumas gerações premiou a chico-esperteza e a saloiice. Se, num contexto de mudança, os erros de juventude fossem realmente para se corrigir, se esta cultura fosse mesmo para superar, esperar-se-ia que Sócrates aproveitasse esta tragicomédia para fazer o mea culpa e procurar mudar a paisagem. Quando envereda por desculpas esfarrapadas, quando afirma a sua autoria dos projectos agora vindos a lume, o PM esquece o essencial: são aquelas imagens e aqueles crimes estéticos contra a paisagem que é preciso combater. Lançar uma West Coast cujo PM se declara ufano autor de tais projectos é um contra-senso de marketing político.

Pedro Gadanho, arquitecto

Via Letra de Forma e Portugal dos Pequeninos

É uma questão em que também tenho vindo a matutar... Acham que depois do "episódio" (da "soap opera"...) ficou mais fácil, ou mais difícil, para a "classe", negociar a revogação do 73/73? (Eu estou em crer que ficou virtualmente impossível...) E pensar que foi com o governo deste senhor engenheiro que a OA andou a reunir... Bem, por estas e por (muitas) outras é que as coisas são o que são... é que as coisas permanecem (apesar das votações por unanimidade...) como estão... À consideração dos candidatos a bastonário da OA...

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

These New Puritans

Crentes, rejubilai!
Agarrados, saquem do laser!
These New Puritans!

(O Random Types compara-os aos Gang of Four, o All Music aos The Fall, mas Elvis, o single, é bem mais um "híbrido" - p'ro c... - do também primeiro dos Von Südenfed com o Living in a Magazine dos Zoot Woman...)

... debaixo do tapete

P de ...

terça-feira, fevereiro 05, 2008

JA 229

Já tinha saudades do JA.
O 229 (de Outubro - Dezembro do ano passado!!!) tem a já nossa conhecida publicidade aos alumínios da Extrusal na Capa...
Ah, não ("espera, Mike"), é uma foto das escadas (do metro!?) tipo passe, com uma luz mística (será o novo bastonário da OA?...), a luzir, a luzir...
Estou (definitivamente) velho e sem paciência (finalmente!) para ler os artigos... Passei pelos projectos, à velocidade da luz... à velocidade que tamanha quantidade de informação merece...
Li (eu tinha prometido...) a entrevista ao Zumthor. A dupla de entrevistadores estava visivelmente excitada, mas o gajo (valha-me o Souto...) é mesmo um "chocho" (que chachada...) de terceira categoria. Nem uma frase, um "pensamento", uma "citação" (ao menos um "soundbyte"...) para aquecer (que desconsolo) o borralho. O melhor (zinho) ainda é aquele museu para Colónia que atravessou recentemente a blogosfera da especialidade... com aquela maneira vagamente deprimente, sensível e telúrica, (muito pós-guerra e Late Lewerentz...) que (ainda) bate-forte nos intelectuais da "velha europa"... as if that matter...

Leituras, Amacord (os) e outros despp.

"Sofrer para criar", disse Túlio, rindo.
"Eu diria o mesmo doutro modo", respondeu Luciano.
"Então?"
"Eu diria talvez: perder a rapariga, casar com o cavalo (por despeito) e descobrir no fim de tudo que o meu subconsciente albergava uma égua"

Do fim do mundo, Nuno Bragança

(Eu) como a cabeça do bispo
Tu comes a cabeça da dama
Vendo-te o "cavalo"
Empresto-te a torre
Mas quero saber quem me ataca

Freud & Ana, Os homens não se querem bonitos, GNR (letra de Rui Reininho)

Como isto dos blogues com postas sem "valor acrescentado" (a-parece que não tem piada nenhuma...) sempre acrescento um "ponto":
O "Do Fim do Mundo", adaptado ao cinema, dava um filme porreiro (pá!). Um desses filmes da "nova cinematografia portuguesa", com a inevitável Soraia Chaves no papel de Vera e uma qualquer Betty Feia ("International Guest Star" ou tão somente "atriz convidada"...) no papel de tricotadeira sub-urbana da linha de Cascais.
O "casting" (ler kás-tíng!) para actor principal e para o "tabelinhas", fica por vossa conta, O.K.?

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Morality and Architecture (Revisited)


















Le Corbusier, Roquebrune


















José Socrátes, Valhelhas (Kaos)

A Pattern Language


















Free Online, ("save a tree - and 50 bucks"...), Via Ninja

domingo, fevereiro 03, 2008

Privatise

A (di) gestão do Bolhão, a privatização da Conceição, a privatização encapotada da pontinha...

Privatise
next
the air force
then the police force
Royal Family
let them be
private at least.
Set them free.
Let them go home.
Save a bomb on union flags.

Privatise
the sea.
Privatise
the wind.
Don't just tinker
with unseeded cloud, you got to sell
weather itself.
Set it free.
Don't waste good air,
breathing isn't paying it's way.

N.I.O (New Information Order),
Dondestan (revisited), Robert Wyatt

Azulejos # 3













Nada de confusões (Make no mistakes - em "inglês técnico"...).
Isto é arquitectura popular "contemporânea" (...) da mais genuína e "verdadeira" que eu conheço. É arquitectura ecológica (o "R" da reciclagem...), anónima (sem assinatura re-conhecida...), de inventivo desenho "figurativo" (que remete para outras "figuras"...) e de geometria "abstracta"... Arquitectura "demasiado" popular, inteligente, e genuína para ser "popular" entre os (outros) "inteligentes" todos... Tem uns bocados - a sério... - que recorda o Gaudi...
Estava na calha para sair à posta desde os primeiros dias... calhou agora...
Qualquer dia sofre uma plástica...

Tal e Qual o Nosso Primeiro...

Maybeck seems to have enjoyed playing in this way with weel-know signature elements from diferent styles, mixing them together here, no doubt, to entertain and shock sophisticated observers.

Vergonha na Careca

São valores que encontram eco na luta democrática dos arquitectos portugueses no tempo da ditadura. E são valores tão celebrados no nosso Estatuto quanto o foi a instauração da democracia e da liberdade após a Revolução de Abril.

Eleições Já!? Agora!? (Depois da sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa que obriga à repetição das eleições para os seus órgãos sociais nacionais é que resolveram dar ouvidos aos "ecos" da luta democrática "anti-fascista" e ao fragil "sopro" da liberdade e da democracia...)

Nothing Really Matters

Sinceros parabéns a José Júdice, por no Eixo do Mal de ontem, ter furado o "pacto-de-silêncio" (...) sobre as notícias da "arquitectura" (assinatura) do Eng. José Sócrates, contornado a falta de educação com que o censor, perdão, o "moderador", o interrompeu, e ter ousado a justa comparação entre os antigos negócios do Sr. Eng. e as "consequências" da sindicância na CML ("para aplauso geral"... - cito de memória).

sábado, fevereiro 02, 2008

O Parque Socrático

Um parque temático (ou uma mini-região de turismo...), delimitado (com arame farpado...), entre Valhelhas e Covadoude... tudo legal (que legal), pixelizado no DR electrónico... e em "sinergia" com o vizinho parque do Côa...
A-parece que já as estou a ver... as hordas de turistas japoneses...
a dinamizar a economia local...
E o filme (vai esperando, Hollywood), com Jeff Goldblum no papel principal...
À consideração do novo ministro...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

... que nós por cá todos bem # 14




... que nós por cá todos bem # 13














O absurdo da "composição" (sim a-parece que voltou a estar na moda entre os "noviss(im)os" holandeses...); a altura quase renascentista das "testas" (para o a-proveitamento do sótão... pelo sim pelo não... que nunca se sabe o dia de amanhã...); o triunfo da vontade do alumínio mai-la balaustrada (ainda) "barroca" e - deixem-me adivinhar... - D. João V; a "lâmina" do telhado, inexpressiva, e a (falta de) expressão (que impressão...) do "pagode"; as infra-estruturas... A araucária.

Etiquetas:

Bloody Shit House


Something Pink

Something pink that climbs out of a hole?
(And) there it was!

Sex With Your Parents (Motherfucker) Part II,
Set The Twilight Reeling, Lou Reed

SuperCrit













Da arquitectura de JS à SuperCrit...
É assim odp, meus amigos...

A Arquitectura Assinatura do Eng. José Sócrates













A-deslarguem-lhe a braguilha. Deixem-no(s) reformar!
Se o home diz que fez o que assinou, é porque assinou o que fez!
O beirão não é aldrabão (sabedoria sanitária) e um Primeiro-Ministro não mente!

Na foto da (infame!) notícia do Público, "Uma das casas projectadas por José Sócrates, em Valhelhas".

P.S. odp 1) desaconselha (vivamente!) a visita à (indigna!) "Galeria fotográfica: José Sócrates" do Público; 2) censura (veementemente!) a organização de excursões às localidades de Valhelhas, Covadoude, Porto da Carne, arredores de Misarela ou Faia; 3) bota contra a intenção de celebrar o Dia Nacional da Arquitectura no dia 1 de Fevereiro

Siza? Jamé! Arquitectura (assinatura) é José Sócrates!...